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sábado, 30 de abril de 2022

8 doenças que você pode pegar com um simples beijo na boca


A boca é um ecossistema de alta complexidade. Os pesquisadores da Organização Holandesa para Pesquisa Científica Aplicada monitoraram beijos de 21 casais e descobriram que os casais que se beijavam nove vezes por dia tinham grandes probabilidades de compartilhar bactérias.
Outras pesquisas sugerem que podem existir mais de 700 tipos diferentes de bactérias na nossa boca e que podem ser facilmente compartilhadas. Uma coisa é certa, beijo na boca é tão bom e ninguém irá parar de beijar outras pessoas por esses fatos. Mas vocês sabiam que existem várias doenças que podem ser transmitidas por um beijo na boca? Pensando nisso nós criamos essa matéria, com o objetivo de alerta vocês desses perigos. Então, caros leitores da Fatos, confiram agora a nossa lista de 8 doenças que você pode pegar com um simples beijo na boca:

1 – Herpes Labial


A herpes labial é uma doença viral causada pelo herpes simples. A doença não apresenta cura e pode ser facilmente transmitida pelo beijo, mas ela não causa graves danos. O único problema é que as pessoas imunocomprometidas, as consequências pode ser um pouco mais severas.

2 – Carie


Carie é muito comum entre as pessoas e existem múltiplas causas que desencadeiam a desmineralização da estrutura dos dentes. Muitas bactérias são associadas ao problema e podem ser transmitidas por um simples beijo na sua pessoa amada (que tem cárie).

3 – Mononucleose


A também conhecida doença do beijo é causada por um vírus denominado de Epstein-Barr, que é principalmente transmitida pelo contato da boca. O quadro clínico dessa doença é marcado por febre alta, faringite e linfadenomegalia, podendo ocorrer ainda dores abdominais, esplenomegalia, hepatomegalia, vômitos e tosse. Em alguns casos mais graves, a doença pode levar até a morte.

4 – Meningite


A meningite é caracterizada pela inflamação das meningites, membranas que envolvem o sistema nervoso. Essa doença pode ter causas variadas, como lesões, medicamentos, cânceres e infecções por bactérias, vírus e fungos. Como na hora de beijar uma pessoa ocorre a troca de saliva, essa pode ser uma maneira de desencadear a doença.

5 – Sífilis


A sífilis é uma doença infecciosa desencadeada por uma bactéria denominada de Treponema pallidum. Essa é uma doença relativamente grave que se não for devidamente tratada pode evoluir para o comprometimento de órgãos importantes como coração e fígado. Apesar de ser transmitida por via sexual, ela pode também ser também transmitida pelo beijo na boca caso exista cancro na boca ou se a pessoa estiver com sífilis secundária.

6 – Gengivite


A inflamação da gengiva causada por bactérias pode se agravar e atingir o osso alveolar, o qual envolve e mantém firmes os dentes. O número de casos de gengivite tem aumentado e isso pode ser por consequência da ausência de cuidados com a higiene bucal e o beijo na boca.

7 – Hepatite A


Causada pelo vírus VHA, a doença tem sintomas como febre, dores musculares, cansaço, mal-estar, inapetência, náuseas, urina escura e vômito. Além de poder ser transmitida por meio de alimentos ou água contaminada, ela também pode ser transmitida pelo beijo.

8 – Gripes e resfriados


A gripe ocorre quando o organismo é infectado pelo vírus influenza, enquanto o resfriado pode ser causado por vários tipos de vírus, como o rinovírus ou coronavírus. Os sintomas vocês já sabem, e além de poder pegar pelo ar, pelo beijo é ainda mais fácil.
E aí caros leitores, já pegaram alguma dessas doenças e acham que provavelmente pegou de alguém? Comentem!

FONTE  Terra     Brasil Escola


sábado, 26 de março de 2016

Depressão pós-casamento" não é motivo para divórcio; saiba resolver

A "depressão pós-casamento" é mais comum em mulheres Leo Gibran/UOL












Cerimônia, festa, roupas, madrinhas, padrinhos e outros tantos detalhes que envolvem um casamento certamente geram estresse. E, apesar de muitos noivos declararem que a expectativa traz um sentimento positivo, para outros pode virar um problema depois de ver o sonho concretizado. O termo "depressão pós-casamento" não existe oficialmente, mas é o nome dado à tristeza e frustração profundas que podem acometer os recém-casados.

Mais comum em mulheres, esse problema é considerado um estado depressivo, o que o difere da depressão. "A correria da preparação para a cerimônia pode ser muito estressante e colabora para gerar esse estado depressivo depois que tudo foi consumado. E é a somatória da fase pré-casamento com o choque da troca de papéis –de filho para marido/mulher– e de frustrações relacionadas às expectativas do dia a dia, que podem culminar nesse sentimento de tristeza profunda", explica a psicóloga e escritora Olga Tessari.


Os sintomas são os mesmos de uma pessoa doente por depressão, como a tristeza profunda, angústia, medo e ansiedade. A diferença está no tempo de permanência, já que o estado depressivo é passageiro. “Isso só vai aparecer em pessoas com tendência à depressão, mesmo que a doença ainda não tenha se manifestado. O problema pode progredir e culminar em uma depressão, se não for tratado", fala o psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos.

De acordo com Iracema Teixeira, psicóloga-doutora em relacionamento pela URFJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e presidente da SBRASH (Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana), deve-se dar maior atenção quando os sintomas, inclusive a dificuldade de se adaptar à nova condição de vida, afetam o relacionamento afetivo-sexual e o equilíbrio das funções orgânicas –alterações no sono e na alimentação, por exemplo.

“Toda transição envolve mudanças profundas, externa e internamente. Pode ser muito complicado lidar com os desafios da vida conjugal, como o convívio diário sem o glamour da conquista, que podem levar a um estado de tensão contínuo. Muitos não sabem que viver junto dá trabalho. Não basta amar, é necessário criar novos comportamentos, sim, o que não significa ter de mudar a sua personalidade. É uma adaptação e exige paciência”, diz.

Prejuízos e medidas de tratamento

Não há um estudo feito sobre o número de separações no início da união que sejam decorrentes da depressão pró-casamento, mas, de fato, esse estado, se não tratado, pode culminar no divórcio, mesmo que haja amor e desejo de ficar junto.

"Esse tipo de problema pode colaborar para uma separação, justamente porque a pessoa no estado depressivo já não é mais aquela por quem seu parceiro se apaixonou e sonhava viver feliz. Por isso, uma vez detectada a situação, o casal deve procurar ajuda para evitar piores desdobramentos, visto que. nos dias atuais, as pessoas não procuram persistir por muito tempo nos relacionamento quando se deparam com dificuldades", fala Olga.

O psicólogo Alexandre Bez alerta para outros fatores que podem ajudar a identificar e que também podem desencadear uma crise no relacionamento do casal. “Qualquer síndrome mental tem como característica o isolamento, e isso vai atrapalhar a sociabilidade do par. Cuidados com higiene também vão sendo deixados de lado e, consequentemente, pela tristeza e angústia profundas, há o afastamento sexual”.

“A pessoa deprimida pode apresentar intolerância, irritabilidade, falta de iniciativa no dia a dia. Muitas vezes, se força ao sexo agravando ainda mais a situação, levando ao surgimento de uma disfunção sexual, como, por exemplo, a erétil, aversão ao sexo, dispareunia (dor durante a penetração)", exemplifica Iracema, que fala ainda que pressionar o par para ele melhorar pode agravar a situação.

Além da terapia convencional para a pessoa em estado depressivo, o casal pode buscar medidas práticas no dia a dia para ajudar a sanar o problema, pois reconhecer a crise nem sempre é o suficiente. Por isso, novas posturas devem ser adotadas pelos recém-casados. 

“Dar atenção à qualidade da relação é muito importante. Não é porque são recém-casados que não precisam mudar nada. Nenhum relacionamento é perfeito e sempre precisará de cuidados, ainda mais em momentos de mudança. É preciso enxergar os pontos negativos e consertá-los”, finaliza Alexandre.

 Thais Carvalho Diniz
Do UOL, em São Paulo

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Você já ouviu falar em DEPRESSÃO PÓS-SEXO?


Estamos acostumados a pensar no sexo como uma atividade prazerosa e que nos deixa com uma sensação de bem-estar mesmo depois de acabar. Talvez por isso a ideia da disforia pós-coito nos pareça tão estranha em um primeiro momento.
A verdade é que não são poucas as pessoas, principalmente as mulheres, que, depois de uns momentos agitados sobre os lençóis, se sentem melancólicas, tristes, deprimidas – e, ao que tudo indica, nem sempre essa sensação estranha tem a ver com um sexo ruim ou sem orgasmo. D

Um estudo recente, publicado no Journal of Sexual Medicine, analisou os sentimentos de um grupo de estudantes universitárias, que toparam revelar como se sentem quando o sexo acaba. O resultado? Das entrevistadas, 46% afirmam que já experimentaram os sintomas da disforia pós-coito pelo menos uma vez na vida. Percentual alto, não é mesmo?


O estudo avaliou as respostas de 230 mulheres. Dessas, 5% afirmam que sentiram os sintomas mais de uma vez, recentemente. Ao que tudo indica, há uma relação entre a disforia pós-coito e os níveis de intimidade nos relacionamentos sexuais. Estudos anteriores já haviam comprovado que aproximadamente 10% das mulheres já sentiram uma grande tristeza depois do ato sexual. Entre os sintomas mais relatados também estão sensações de medo, ansiedade, agitação, melancolia, depressão e até mesmo agressividade.

Uma pesquisa australiana, também sobre o mesmo assunto, revelou que 10% das mulheres apresentam os sintomas da disforia pós-sexo mesmo quando o ato sexual foi considerado satisfatório. De acordo com cientistas do Queensland Institute of Technology, isso pode ter relação com as mudanças hormonais provocadas pelo orgasmo – essa dança de hormônios pode, inclusive, provocar crises de enxaqueca logo depois do clímax.

De acordo com o pesquisador Dr. Robert Schweitzer, esses estudos têm mostrado que as emoções pós-coito têm relação com questões de evolução e, por isso, é fundamental continuar a investigar as emoções negativas que muitas mulheres sentem depois do sexo. 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

SEXO ORAL: Aumentam casos de câncer de boca e garganta por causa do HPV



Oncologistas alertam para incidência 3 vezes maior nesta década dos casos de câncer de boca e garganta ligados ao HPV. Há 10 anos, a doença sexualmente transmissível (DST) respondia por 25% das ocorrências, atualmente esse número já chega a 80%


O sexo oral desprotegido e o número maior de parceiros têm mudado o perfil de pessoas com risco de desenvolver câncer de boca e garganta. Se antes dos anos 2000 a doença afetava principalmente homens mais velhos, fumantes e consumidores de álcool, desde 2001 mais do que dobrou sua incidência em pessoas com idades entre 30 e 44 anos e que não necessariamente fumam ou bebem. Um dos motivos é o aumento da exposição, pelo sexo oral, ao vírus HPV — o mesmo responsável pela maior parte dos casos de tumor de colo de útero.

Quem aponta a alteração no perfil de risco é a epidemiologista Maria Paula Curado, do A.C.Camargo Câncer Center, que produziu o estudo. Os dados serão apresentados a partir de hoje no Congresso Mundial da Academia Internacional de Câncer Oral, em São Paulo. Segundo ela, é maior o número de contaminados desde os anos 2000 se comparado aos da década de 1990. Entre os homens, passou de 4 para 10 casos a cada 100 mil. Entre as mulheres, de 2 para 5 a cada 100 mil.


De acordo com Curado, a falta de informação sobre a transmissão do HPV, somada à liberdade sexual, favoreceu esse aumento.

Estudo publicado pelo A.C.Camargo Cancer Center na revista científica International Journal of Cancer aponta que 32% dos tumores de boca em jovens têm associação com o papilomavírus (HPV). Além disso, estudo em andamento mostra que em amigdala, até 80% dos casos estão associados ao vírus. Há dez anos, essa associação existia em apenas 25% dos casos, representando um crescimento superior a 300%. Um dos participantes desses estudos, o cirurgião oncológico e diretor do Núcleo de Cabeça e Pescoço da instituição, Luiz Paulo Kowalski, alerta que historicamente os cânceres de boca e garganta afetavam homens mais velhos, tabagistas/e ou alcoólatras, mas este perfil foi invertido. "Hoje esses tumores também atingem os mais jovens (entre 30 e 45 anos), que não fumam e nem bebem em excesso. Entre eles, alguns praticam sexo oral desprotegido. Somado a isso, está o fato de que a incidência esteja aumentando porque a tecnologia que permite o diagnóstico melhorou com o desenvolvimento de mais exames de biologia molecular capazes de detectar o HPV, o que antes não acontecia", destaca Kowalski.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O que é o Transtorno da Aversão Sexual?




Pouco conhecido, transtorno é caracterizado por rejeição extrema

Após uma tentativa de suicídio, William, com pouco mais de 40 anos, recebeu indicação médica para fazer terapia. Ele nunca havia tido qualquer tipo de contato sexual.

Semanas após o início do tratamento, o paciente obteve um diagnóstico. Ele tinha o chamado "Transtorno de Aversão Sexual", caracterizado por rejeição extrema e persistente a todo tipo de contato genital com outra pessoa.

"A mera ideia de um ato sexual gera asco, repulsa e ansiedade na pessoa. Ela se sente ameaçada e passa a sentir um medo muito intenso, por isso faz o possível para evitar todo tipo de contato", disse à BBC o psiquiatra Martin Baggaley, diretor do Centro de Saúde Mental do hospital South London and Maudsley, em Londres, Reino Unido.

O transtorno é descrito no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, em tradução livre), conhecido como a "bíblia da psiquiatria", e na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial de Saúde (OMS). As duas publicações são referência no mundo da saúde para o diagnóstico de doenças.

"O critério para fechar diagnóstico é: não ter desejo incomoda? Sabemos que existem abstêmios, chamados assexuados. Não sofrem, não se preocupam. A libido provavelmente está depositada em outra área, na carreira, num projeto de vida, numa obra social. Então, se não incomoda, não vamos categorizar como uma doença", disse à BBC Brasil Carmita Abdo, psiquiatra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

"Mas se a pessoa tem aversão, muito provavelmente vai se incomodar, porque o sexo está em toda a parte", disse Abdo.


De onde vem?

Este parece ser o caso do paciente William. Durante as sessões de terapia, ele revelou que sua mãe era alcoólatra e promíscua. Ela flertava frequentemente com os amigos do filho e tinha sido infiel ao marido (o pai de William) várias vezes. Quando William tinha 12 anos, seu pai cometeu suicídio.

Em algumas ocasiões, contou o paciente, a mãe tinha tentado seduzi-lo.

O caso de William foi um entre 144 incluídos em um relatório feito pelo especialista americano Patrick Carnes, autor de vários livros sobre transtornos sexuais.

O trabalho identificou, entre pacientes diagnosticados com o Transtorno da Aversão Sexual, alguns pontos em comum. Por exemplo, eles tinham históricos de depressão, além de terem sofrido tipos específicos de abuso.

A aversão estaria relacionada a "experiências traumáticas na infância, famílias desestruturadas, agressões na vida adulta, exposição a sistemas educacionais e morais restritivos e com visão negativa da sexualidade, o que gera medo e repulsa na pessoa", disse à BBC Modesto Rey, ginecologista da Sociedad Española de Contracepción.

Além do Sexo

Efeitos do transtorno não se limitam ao plano sexual, dizem especialistas

Os efeitos desse transtorno não se limitam ao plano sexual, explicam os especialistas.

"É um problema para os que sofrem (do transtorno) porque podem querer estabelecer relações sentimentais duradouras com outras pessoas, mas não conseguem", disse John Dean, ex-presidente da International Society for Sexual Medicine (Sociedade Internacional de Medicina Sexual, ISSM na sigla em inglês).

Em alguns pacientes, ele pode dificultar até interações sociais mais básicas. Como no caso da paciente "G", que decidiu, aos 39 anos, procurar terapia no Center for Healthy Sex (Centro para o Sexo Saudável), em Los Angeles, Estados Unidos. Ela nunca havia tido relações sexuais.

A fobia sexual que desenvolveu fez com que se isolasse de tal maneira que ela passou a evitar eventos sociais e situações em que homens pudessem estar presentes. Não se preocupava com sua aparência física, não tomava banho e usava roupas velhas e gastas.



Estatísticas e Tratamento

Há poucos estudos científicos sobre esse transtorno, o que dificulta a identificação de um perfil do paciente que tem o problema, segundo especialistas. É provável que o número de pessoas afetadas seja maior do que se pensa, disse o psiquiatra Baggaley. "As pessoas sentem muita vergonha (de falar sobre) esse assunto", explicou ele.

A professora da USP Carmita Abdo disse que, uma vez feito o diagnóstico, o tratamento é feito à base de terapia sexual e, quando necessário, medicação.

"A linha de terapia sexual é breve, de base cognitivo-comportamental, geralmente", disse. "Quanto à medicação, depende da necessidade de cada paciente. Poderiam ser indicados ansiolíticos ou medicamentos que favoreçam o interesse sexual, ou ambos."

O ginecologista Modesto Rey, que também indica terapias de base comportamental, explicou o princípio por trás da terapia:

"Aborda-se o tema e as situações que provocam medo de forma progressiva e, inicialmente, periférica."

Também podem ser usadas terapias cognitivas, ele disse, "para que a pessoa reinterprete a realidade que gera a ansiedade".

Outros especialistas sugerem que a solução para o problema envolva tratamentos psicológicos de longo prazo, que levem o paciente a entender as causas do transtorno para depois definir objetivos futuros.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Pouco sexo pode causar morte súbita em mulheres


Pesquisas sobre mulheres e sexo

Um estudo realizado nos Estados Unidos afirmou que mulheres que fazem sexo ocasionalmente, podem aumentar o risco de morte súbita. O sexo ou atividade física em mulheres que não se exercitam regularmente colaboram para o sedentarismo e podem agravar o risco de ataque cardíaco e outras doenças no coração.

O estudo foi efetuado por uma equipe da Universidade de Tufts, e concluiu que eventos cardíacos agudos estão significativamente associados com episódios esporádicos de atividade física sexual, mas esta doença é menor entre mulheres que praticam o sexo regularmente. Mulheres que fazem sexo uma vez por mês são as mais propensas a sofrer um ataque cardíaco ou morrer de repente dizem especialistas.

A pesquisa, publicada na revista The Journal of the American Medical Association, analisou dados de 14 estudos e descobriram que as mulheres são 3,5 vezes mais suscetíveis de ataques cardíacos ao realizar a atividade sexual esporadicamente.

Os pesquisadores dizem que uma noite de sexo faz o sangue circular de forma mais rápida no corpo e diminui o grau de ansiedade que está profundamente ligada à pressão arterial. Além disto durante o ato sexual são liberados vários hormônios, como o estrogênio na mulher, que faz bem para a pele, a deixando mais viçosa e menos flácida.

Outro estudo realizado em 2001 pela Queens University, do Canadá, concluiu que mulheres que transavam três ou mais vezes por semana reduziram o risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral pela metade. Os pesquisadores descobriram que durante o ato sexual ocorre uma descarga de adrenalina que aumenta a frequência cardíaca e estimula a irrigação do sangue. Já no momento do orgasmo a liberação de endorfina relaxa as paredes dos vasos sanguíneos, facilitando a fluidez do sangue e diminuindo o risco de entupimento das veias.

A pesquisa sugere que é recomendável praticar exercícios para melhorar a vida amorosa, pois a atividade física regular reduz o risco de ataques cardíacos e morte súbita.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

12 sinais de depressão em homens



Depressão clínica em mulheres ou homens pode causar tristeza e uma perda de interesse em atividades antes prazerosas. Mas a depressão pode se manifestar de diferentes maneiras em diferentes pessoas. “Embora os sintomas usados para diagnosticar a depressão são os mesmos independentemente do sexo, muitas vezes a queixa principal pode ser diferente entre homens e mulheres”, diz Ian A. Cook, MD, professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia – Los Angeles.
Veja abaixo 12 sinais de depressão em homens.

1. Fadiga:

Pessoas que estão deprimidas passam por uma série de mudanças físicas e emocionais. Podem experimentar fadiga, bem como retardo psicomotor, ou uma desaceleração dos movimentos físicos, da linguagem e no processos de pensamento.
De acordo com Josh Klapow, PhD, psicólogo clínico da Universidade do Alabama na Escola de Saúde Pública da Birmingham School, os homens são mais propensos que mulheres a relatar fadiga e outros sintomas físicos de depressão como suas principais queixas.

2. Dormir muito ou muito pouco:

Problemas de sono, tais como insônia, acordar muito cedo pela manhã, ou excesso de sono são sintomas comuns de depressão.
“[Algumas pessoas] dormem 12 horas por dia e ainda se sentem esgotadas ou acordam a cada duas horas”, disse Dr. Cook.
Como a fadiga, problemas do sono são um dos principais sintomas que os homens deprimidos podem discutir com seus médicos, dizem especialistas.

3. Dor de estômago ou dor nas costas:

Problemas de saúde como prisão de ventre ou diarreia, bem como dores de cabeça e dor nas costas, são comuns em pessoas que estão deprimidas.
Mas os homens muitas vezes não percebem que a dor crônica e distúrbios digestivos andam de mãos dadas com depressão, de acordo com estudos realizados pelo Instituto Nacional de Saúde Mental. Norman Sussman, MD, professor de psiquiatria da NYU Langone Medical Center, diz que as pessoas que estão deprimidas realmente se sentem mal fisicamente.
“É um distúrbio médico,” diz Dr. Sussman.

4. Irritabilidade:

Em vez de ficar para baixo, os homens que estão deprimidos muitas vezes mostram sinais de irritabilidade. Além disso, diz Klapow, pensamentos negativos são um aspecto comum da depressão. “Os homens relatam sentirem-se irritados porque eles estão tendo pensamentos negativos constantemente”, diz ele.

5. Dificuldade de concentração:

O retardo psicomotor pode diminuir a capacidade de um homem para processar a informação, prejudicando a concentração no trabalho ou outras tarefas.
“A depressão enche a pessoa de pensamentos negativos, quase como uma intrusão”, diz Klapow. “Você fica lento e constantemente pensando em coisas negativas em seu mundo. Como resultado, torna muito difícil se concentrar em qualquer coisa”.
“Eu descrevo a depressão como uma forma de insuficiência cerebral reversível”, Dr. Sussman diz.” Quando você está deprimido, é como se o seu CPU [unidade de processamento central] não estivesse funcionando corretamente. “

6. Raiva ou hostilidade:

Alguns homens manifestaram depressão por ser hostil, nervosos ou agressivo, diz. Dr. Sussman. “Um homem que percebe que algo está errado pode ter de compensar, demonstrando que ele ainda é forte ou capaz”, diz ele.
Raiva e hostilidade são diferentes de irritabilidade. “A raiva tende a ser uma forte emoção”, diz Klapow.
“A irritabilidade é um mau humor.”
Dr. Sussman diz que tem visto também homens que se tornam hostis quando eles se afastam como resultado de depressão e sentem-se sob pressão de amigos ou familiares para reintegrarem-se à sociedade.

7. Stress:

“Os homens podem ser mais propensos a relatar sintomas de depressão como o stress. Não é que eles têm mais stress, mas é mais socialmente aceitável anunciá-lo”, diz Klapow.
Segundo o Dr. Cook, stress e depressão também podem viajar em uma via de mão dupla. “É certo dizer que sentir-se stressado pode ser um indicador de ter depressão clínica, mas também ser parte da causa”, diz ele.
Pesquisas mostraram que a exposição prolongada ao stress pode levar a mudanças tanto no corpo e no cérebro, que por sua vez pode levar à depressão.

8 . Ansiedade:

Pesquisas mostraram uma forte ligação entre os transtornos de ansiedade e depressão.
É mais fácil para homens falarem que se sentem anciosos do que tristes. Os homens podem discutir questões sobre o trabalho e se a perda de um emprego impedirá sua capacidade de prover para si e sua família. “Pode ser mais fácil de colocar em palavras preocupações e medos”, diz Dr. Cook.

9. Abuso de substâncias:

Abuso de substâncias frequentemente acompanham a depressão. A pesquisa demonstrou que os alcoólatras são quase duas vezes mais propensos a sofrer de depressão do que pessoas sem problemas com a bebida.
“Isso pode acontecer tanto com homens como mulheres, mas o uso de drogas ou álcool para mascarar sentimentos desconfortáveis é uma estratégia que muitos homens irão adotar em vez de procurar cuidados de saúde”, diz Dr. Cook.
“Existe um viés cultural do ‘eu deveria ser capaz de corrigir isso sozinho e por isso vou usar o que eu tenho no meu alcance, como produtos químicos para que eu faça isso’”, diz Dr. Cook.

10. Disfunção sexual:

A depressão é uma razão comum em casos de perda de desejo e disfunção erétil (DE), e é um sintoma de que os homens são inclinados a não relatar. “Os problemas de desempenho podem vir da depressão e fazê-la piorar”, diz Dr. Cook.
No entanto, pode ser o resultado de outras condições médicas ou medicamentos (incluindo antidepressivos), e não é por si só um sinal de depressão. “Minha recomendação é que você não pode ir atrás de um sintoma, mas de um grupo de sintomas”, diz Klapow.

11. Indecisão:

“Não posso contar o número de pessoas que disse, ‘Eu tinha dinheiro no banco, mas o telefone ficou desligado porque eu não consegui [pagar a conta] ou decidir o que fazer e quando’”, diz Dr. Cook.
Algumas pessoas têm naturalmente a dificuldade de tomar decisões, portanto, uma incapacidade de fazer escolhas geralmente é preocupante apenas se for um novo comportamento.
“É um problema de processamento de informação”, e depressão diminui a sua capacidade de decidir, Klapow diz.

12. Pensamentos suicidas:

Mulheres são mais propensas a tentar o suicídio, mas os homens tem mais de quatro vezes mais chances de morrer se eles fizerem uma tentativa de suicídio.
A razão é que os homens tendem a escolher métodos mais letais. “Eles costumam usar mais armas de fogo e matar-se na primeira tentativa”, diz Dr. Cook.
Homens mais velhos estão em maior risco de suicídio, e os médicos podem não perceber os sintomas de depressão neste grupo.Na verdade, mais de 70% das vítimas mais velhas de suicídio visitaram seus médicos no mês da morte.
Em geral, a depressão não é parte normal do envelhecimento em homens ou mulheres.

Fonte: Gazeta

domingo, 3 de agosto de 2014

Amamentar reduz risco de derrames e doenças cardíacas nas mães, diz estudo

Amamentação
Estudos indicam que amamentação traz benefícios para bebês e mães
Mulheres que amamentam seus filhos podem estar reduzindo seu próprio risco de sofrer doenças cardíacas ou derrames, indica uma pesquisa da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.
Os pesquisadores americanos dizem ter verificado que mulheres que amamentam por mais de um ano estão 10% menos propensas a sofrer desses problemas de saúde do que aquelas que nunca amamentaram.
O estudo americano envolveu 140 mil mulheres já no período pós-menopausa. Em média, essas mulheres haviam amamentado seus bebês há mais de 35 anos.
Acredita-se que a redução do risco de sofrer de doenças cardiovasculares ocorre porque, ao amamentar, as mulheres diminuem os depósitos de gordura no corpo.
No entanto, os pesquisadores afirmam que o efeito é mais complexo e que a liberação de hormônios estimulada pela amamentação também tem um papel importante.
Segundo os pesquisadores, amamentar por mais de um ano pode ainda reduzir em cerca de 20% os riscos de as mães sofrerem de diabetes e colesterol alto, e em 12% o risco de pressão alta.
O estudo afirma que mesmo as mães que amamentam por pelo menos um mês já têm o risco de diabetes, colesterol e pressão alta reduzidos em relação àquelas que nunca amamentaram.
A pesquisa também verificou que amamentar reduz os riscos de a mulher sofrer de câncer de mama e ovário e de osteoporose.
Benefícios
Esse estudo, divulgado na publicação especializada Obstetrics and Gynaecology, vem se somar às crescentes evidências de que amamentar traz benefícios não somente para a saúde dos bebês, mas também das mães, dizem especialistas.
Para os bebês, a lista de benefícios é extensa, afirmam especialistas. O leite materno pode proteger contra obesidade, diabetes, asma e infecções no ouvido, estômago e peito.
"Há anos nós sabemos que amamentar é bom para a saúde dos bebês", disse a pesquisadora Eleanor Bimla Schwarz. "Agora sabemos que também é importante para a saúde das mães."
Segundo Schwarz, a amamentação é "uma parte importante da maneira como o corpo das mulheres se recupera da gravidez".
"Quando esse processo é interrompido, as mulheres ficam mais propensas a sofrer diversos problemas de saúde, como ataques cardíacos e derrames", disse a pesquisadora.
O Departamento de Saúde britânico recomenda amamentação por pelo menos seis meses.
Segundo a especialista em doenças cardíacas June Davison, da British Heart Foundation, a pesquisa revela uma associação entre amamentação e redução de riscos de problemas cardíacos, mas ainda são necessárias "mais pesquisas para compreender porque isso ocorre. 
Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Normal ou cesárea? Conheça riscos, mitos e benefícios de cada tipo de parto

Cientistas de 25 países resolveram estudar o impacto da realização de cesarianas em grávidas de gêmeos. O esforço internacional foi motivado pelo aumento do número de cirurgias agendadas nestes casos em todo o mundo devido à crença de que há um risco maior para a mãe e os bebês quando o nascimento ocorre por parto normal. Só nos Estados Unidos, o índice saltou 50% entre 1995 e 2008, para 75% dos partos de gêmeos.

O estudo analisou 2,8 mil partos ao longo de oito anos e seu resultado - publicado no fim do ano passado - vai contra o imaginário coletivo. "A cesárea planejada não reduz o risco de morte em gravidez de gêmeos", diz o obstetra Renato Sá, vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro (Segorj), que participou da pesquisa. "Provou-se que era mito."

Não se trata do único falso motivo apontado como indicação de cesárea em consultórios Brasil afora. Obstetras ouvidos pela BBC Brasil relatam casos em que mulheres fizeram cesáreas desnecessárias porque "o bebê é grande ou pequeno demais", "a mãe tem bacia estreita" ou "o bebê virou de posição durante o parto".

Uma dos mitos mais frequentes na indicação de cesariana é o bebê estar com o cordão umbilical enrolado no pescoço. "O cordão é como um fio de telefone: para enforcar a criança, seria necessário muito esforço", diz Sá. "De qualquer forma, quando ela desce pelo canal vaginal, o cordão vai se desenrolando."

Na verdade, são poucas as situações que podem ser solucionadas apenas pela cesariana, segundo os médicos consultados para esta reportagem. Uma delas é quando a placenta se desloca e bloqueia a saída do bebê, fenômeno conhecido como placenta prévia total. A força feita pela criança ao tentar nascer pode causar uma hemorragia grave e o óbito da mãe e do filho.

Outro caso é a hipertensão desenvolvida pela mulher durante gestação, a eclampsia. "Se a mãe é diabética grave, também é preciso fazer cesárea", afirma Etevino Trindade, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Quando a gestante tem um problema de coração grave, a cirurgia deve ser feita.

Ainda estão nessa categoria grávidas portadoras do vírus HIV que tenham uma carga viral alta e imunidade baixa ou com uma lesão de herpes genital ativa no fim da gestação (a cesárea evita o contágio do bebê) e o descolamento prematuro da placenta, que gera risco de sangramento excessivo.

Na maioria dos casos, a situação específica deve ser avaliada. "Uma cesárea também traz riscos, apesar de serem menores do que no passado", diz o obstetra Pedro Octávio Britto Pereira, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). "É preciso saber qual é a forma de parto mais segura e optar por ela."
'Desvalorização' do parto normal
  • BBC
    Brasil é líder mundial de cesáreas
    Com 52% dos partos feitos por cesarianas - enquanto o índice recomendado pela OMS é de 15% -, o Brasil é o país recordista desse tipo de parto no mundo. Na rede privada, o índice sobe para 83%, chegando a mais de 90% em algumas maternidades. A intervenção deixou de ser um recurso para salvar vidas e passou, na prática, a ser regraFoto: BBC


Riscos

Não se pode negar que a cesariana é um recurso valioso para salvar vidas e deve ser usada num quadro crítico. Pode ser o caso, por exemplo, de quando o cordão umbilical sai antes do bebê, durante o parto, fenômeno conhecido como prolapso. Isso corta o fluxo de sangue para a criança. A situação deve ser resolvida em minutos, caso contrário o bebê morre.

No entanto, a cesárea é em geral mais arriscada e pode trazer prejuízos para a mãe e o bebê. O estudo "Morte materna no século 21", publicado em 2008 no periódico American Journal of Obstetrics and Ginecology, analisou 1,46 milhão de partos e encontrou um risco de óbito dez vezes maior para a gestante em cesarianas. Enquanto a taxa de morte em partos normais foi de 0,2 para 100 mil, no caso das cesáreas chegou a 2,2 por 100 mil.

Deve-se levar em conta que, em parte dessas cesáreas, a situação já era emergencial e mais arriscada. Mas o aumento do agendamento deste tipo de parto torna o índice preocupante. A cesárea é uma cirurgia e pode gerar hemorragia, infecções e danos a órgãos internos da gestante, sem que fosse necessário assumir o risco de ter estas complicações.

O maior número de cesáreas agendadas também coincide com o aumento de bebês prematuros, já que a idade gestacional não pode ser calculada com exatidão. Isso faz com que nascimentos ocorram muito antes do recomendado, algo associado a problemas respiratórios no bebê.

O parto normal traz benefícios para o bebê e a mãe. Durante o parto, a mãe produz os hormônios oxitocina, que estudos indicam ser capaz de proteger o recém-nascido de danos no cérebro e ajudar no amadurecimento cerebral, e prolactina, que favorece a amamentação. "O parto normal é um processo fisiológico normal. Não há por que transformar isso num procedimento cirúrgico sem necessidade", afirma Sá, do Segorj.

Uma situação em que a cesárea costuma ser pré-agendada no Brasil é quando o bebê está "sentado" na barriga da mãe. Isso gera o risco da sua cabeça ficar presa na pélvis da mãe. Mas a cesárea não é a única saída. O médico pode tentar, durante a gestação, colocar manualmente o bebê de ponta cabeça, posição mais indicada para o nascimento, por meio de uma manobra conhecida como versão externa.

Ter feito duas cesáreas anteriormente também não é indicação absoluta de necessidade de nova cesárea. Como o útero tem cicatrizes de operações anteriores, elas podem se romper durante o parto normal. "Mas a literatura médica indica que a mulher tem o direito de tentar porque o risco absoluto é baixo, de menos de 1%", afirma o obstetra Jorge Kuhn. "Se os pais acharem que ainda assim é um risco alto, é melhor nem tentar."

Informação

Os obstetras ouvidos pela BBC Brasil são unânimes numa questão: a melhor forma da mãe tomar uma decisão é informar-se. É possível consultar os sites da Febrasgo e da Associação Médica Brasileira, órgãos que publicam diretrizes sobre partos normais e cesarianas. Os colégios de ginecologia e obstetrícia dos Estados Unidos, da Austrália, do Canadá e do Reino Unido servem de referência para profissionais de todo o mundo.

"Se a mulher não vai atrás de informação, ela dá ouvidos aos relatos de amigas e parentes. Muitas dessas mulheres fizeram cesáreas por razões que consideram justificáveis, mas que não são", afirma Kuhn. "A mãe também pensa que o médico estudou muito para se formar e que não tem autoridade para questioná-lo. Mas é importante que ela saiba as indicações reais e seus direitos para ser a protagonista de seu parto, em vez de delegar isso ao obstetra."

Caso a mulher opte pelo parto normal, é indicado que ela descreva num documento o plano de parto, como gostaria de ser tratada antes, durante e depois, deixando suas preferências claras para a equipe médica. São importantes dados como quem será o acompanhante, as intervenções médicas bem-vindas ou não e se quer dar de mamar logo depois do bebê nascer.

Assim, a mulher pode debater com o médico para que tudo fique esclarecido. O plano de parto não tem validade legal, como um contrato, mas aumenta as chances da mãe ter seu filho da forma como deseja. "Não quer dizer que isso será obedecido, mas garante um questionamento jurídico se houver necessidade", explica a obstetriz Ana Cristina Duarte, uma das principais vozes do movimento de humanização do parto no país.

Se a mãe não tiver sua vontade respeitada ou sofrer algum tipo de violência no parto, ela deve exigir uma cópia de seu prontuário no hospital e denunciar o caso. É aconselhado escrever uma carta com os detalhes do ocorrido. "Envie para a ouvidoria do hospital com cópia para a diretoria clínica, para a Secretaria Municipal de Saúde e para a Secretaria Estadual de Saúde", diz Duarte.

A obstetriz acrescenta que, se o parto ocorreu em uma maternidade particular, a diretoria do plano de saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também devem ser comunicadas. "Se for um caso grave, procure a ajuda de um advogado", afirma Duarte.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Mitos Sobre o Pênis

Desde adolescente a gente escuta algumas coisas que nos fazem rir – ou pensar – em relação
ao pênis. Diziam, quando eu estava na escola, que era só você ver o tamanho do pé/mão/nariz/antebraço de um garoto para saber o tamanho do seu pênis. Na semana seguinte alguém descobria que era outra parte do corpo que era equivalente, e assim seguia para sempre.
O mais engraçado é que nessa fase, os meninos estão passando por mudanças tão intensas que seu corpo mais é desproporcional e eles crescem em uma velocidade assustadora. É como se o pênis do garoto passasse pelas mesmas coisas.
Quando você cresce, os mitos continuam e muitos adultos continuam acreditando e disseminando esse tipo de mito. Negros são bem dotados, orientais não. Homens peludos têm pênis imensos, carecas não. Caras altos têm pênis pequenos, caras altos têm pênis grandes. Caras têm pênis. Pensando de maneira simplista, dava para gente basear tudo nessa última conclusão, mas a verdade é que nem todos os caras têm pênis – mas esse é um assunto para outra hora.
E lembrando de todos esses mitos e da obsessão pelo tamanho do membro alheio, desvendar alguns mitos se tornou uma brincadeira divertida. Antes de tudo é bom lembrar – mesmo que muitos homens ainda não acreditem – que tamanho não é documento. Se o canal vaginal tem entre 8 e 10 cm, porque é que uma mulheres deveria querer um pênis de 20 cm, que nem caberia inteiro e causaria desconforto e dor?
Nessas horas é bom lembrar de quando nasce uma espinha no seu rosto. Sem olhar, você coloca a mão e parece que ela é enorme, gigante e que poderá ser vista da lua. Assim que você olha no espelho, percebe que ninguém vai notar, já que ela é minúscula. Essa falsa sensação em relação ao tamanho das coisas também acontece no sexo. Se você não pegar uma fita métrica, não vai saber ao certo o tamanho do pênis.
1. Dá pra saber o tamanho do pênis apenas olhando o tamanho do pé do homem?
Esse é o meu mito preferido. Ele é tão forte e disseminado que cientistas já dedicaram seu precioso tempo para tentar desvendá-lo. E não conseguiram, nenhuma das pesquisas foi conclusiva.
A verdade é que não há evidência científica que relacione o tamanho das mãos, dedos, punho, antebraço, pés, nariz, queixo, pomo-de-adão ou qualquer outra parte do corpo com o tamanho do membro.
2. É verdade o que dizem sobre negros e orientais?
Na crença popular, negros têm pênis imensos enquanto orientais sofrem com um problema crônico relacionado a isso. E é claro que não é verdade. A média diz que negros têm entre 1 e 2 cm a mais que brancos e orientais têm de 1 a 2 cm a menos do que os dos brancos. Essa média é feita da seguinte maneira: acontece uma pesquisa em um país com um grande número de homens, é criado um tamanho médio para o país no melhor estilo soma tudo e divide pelo número de pessoas que você usa para pagar a conta do bar e então esse número é comparado com outros lugares do mundo.
Nada assustador ou que diga que TODOS os homens são assim ou assado. Além disso, quando se fala de orientais e negros não estamos falando de mestiços, ok? Se tiver um tiquinho de sangue de outra etnia já colocou essa teoria por terra. E no Brasil o que mais existe é mistura, então...
3. Homens peludos têm pênis maiores?
A lógica simplista também é a guia dessa teoria. Homens têm mais pelos do que mulheres, portanto pelos são resultado da testosterona e, por isso, homens peludos têm pênis grandes. Desculpe, mas as coisas não funcionam assim.
A quantidade de pelos que uma pessoa tem é ligada a fatores genéticos e não a hormônios – muitas mulheres têm bastante pelo, sabia? - e a produção de testosterona feita pelos testículos não tem ligação nenhuma com o crescimento peniano.
4. A história do L – caras altos têm pênis pequenos e caras baixos têm pênis grandes – é verdadeira?
Nem a história do L, do L invertido ou de que caras grandes têm pênis grandes são comprovadas. É claro que é uma tendência que o pênis acompanhe o crescimento do resto do corpo, mas não é uma garantia. Nosso corpo tenta, em seu desenvolvimento, ser o mais proporcional possível, mas nem sempre isso é feito com exatidão.
5. O tamanho do pênis passa de pai para filho?
Sim, o tamanho provavelmente passa de pai para filho, é o dizem alguns médicos, apesar de não haver pesquisas que façam um comparativo a fundo. E da mesma maneira que o tamanho segue uma linha hereditária, a neurose sobre o pênis ser grande ou pequeno também segue. Quando o pai acredita que tem um pênis minúsculo – mesmo estando dentro da média -, o filho, que é educado naquela cultura, também acredita nisso.
Mais importante do que passar um certo tamanho de pênis ao filho, os pais deveriam querer passar segurança. Como dissemos lá em cima, tamanho não é documento, mas insegurança torna até o cara mais bem dotado do mundo desfuncional e desinteressante.


Tamanho do pênis, vício em musculação e competição com os amigos




Uma nova pesquisa chegou para comprovar o que muita gente já sabia: homens competem entre si. Da mesma maneira que dizem que a mulher se arruma para outra mulher, homens querem ter o pênis maior, não para garantir a satisfação sexual de sua parceira, mas para fazer bonito no vestiário. Vai dizer que não faz sentido?
E isso não é algo engraçado. É triste, na verdade. É tão triste quanto ver mulheres que não conseguem se amar porque não fazem parte do grupo que se encaixa perfeitamente no padrão de beleza vigente. A maioria dos participantes do estudo sentia-se inseguro em relação ao peso, forma física e tamanho do pênis.
Quando alguém se sente assim, procura maneiras de mudar o foco das coisas. Nós, mulheres, sabemos muito bem isso, já que em todas as revistas femininas lemos como disfarçar isso ou aquilo. A artimanha masculina é um pouco diferente e talvez mais perigosa: vigorexia. Isso mesmo, os homens ficam viciados em academia.
A pesquisa, liderada por Annabel Chan Feng Yi, da universidade de psicologia de Victoria, aponta que muitos desses homens ficam obcecados pelo corpo e por musculação. É uma maneira de tirar o foco, já que o tamanho do bíceps – ou seja lá qual o músculo escolhido – vai chamar mais atenção do que o tamanho do pênis.
A médica, que entrevistou 738 homens entre 18 e 76 anos sobre imagem corporal, explica que a maioria dos homens se sente seguro na cama, mas se preocupa com os olhares do amigos.
De nossa parte, podemos dizer que não nos importamos com tamanho, já que nossas terminações nervosas estão na entrada do canal vaginal e apenas um terço das mulheres consegue ter orgasmo com a penetração. Seja bem-vindo a nossa luta contra padrões irreais pré-estabelecidos.