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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Você já ouviu falar em DEPRESSÃO PÓS-SEXO?


Estamos acostumados a pensar no sexo como uma atividade prazerosa e que nos deixa com uma sensação de bem-estar mesmo depois de acabar. Talvez por isso a ideia da disforia pós-coito nos pareça tão estranha em um primeiro momento.
A verdade é que não são poucas as pessoas, principalmente as mulheres, que, depois de uns momentos agitados sobre os lençóis, se sentem melancólicas, tristes, deprimidas – e, ao que tudo indica, nem sempre essa sensação estranha tem a ver com um sexo ruim ou sem orgasmo. D

Um estudo recente, publicado no Journal of Sexual Medicine, analisou os sentimentos de um grupo de estudantes universitárias, que toparam revelar como se sentem quando o sexo acaba. O resultado? Das entrevistadas, 46% afirmam que já experimentaram os sintomas da disforia pós-coito pelo menos uma vez na vida. Percentual alto, não é mesmo?


O estudo avaliou as respostas de 230 mulheres. Dessas, 5% afirmam que sentiram os sintomas mais de uma vez, recentemente. Ao que tudo indica, há uma relação entre a disforia pós-coito e os níveis de intimidade nos relacionamentos sexuais. Estudos anteriores já haviam comprovado que aproximadamente 10% das mulheres já sentiram uma grande tristeza depois do ato sexual. Entre os sintomas mais relatados também estão sensações de medo, ansiedade, agitação, melancolia, depressão e até mesmo agressividade.

Uma pesquisa australiana, também sobre o mesmo assunto, revelou que 10% das mulheres apresentam os sintomas da disforia pós-sexo mesmo quando o ato sexual foi considerado satisfatório. De acordo com cientistas do Queensland Institute of Technology, isso pode ter relação com as mudanças hormonais provocadas pelo orgasmo – essa dança de hormônios pode, inclusive, provocar crises de enxaqueca logo depois do clímax.

De acordo com o pesquisador Dr. Robert Schweitzer, esses estudos têm mostrado que as emoções pós-coito têm relação com questões de evolução e, por isso, é fundamental continuar a investigar as emoções negativas que muitas mulheres sentem depois do sexo. 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

SEXO ORAL: Aumentam casos de câncer de boca e garganta por causa do HPV



Oncologistas alertam para incidência 3 vezes maior nesta década dos casos de câncer de boca e garganta ligados ao HPV. Há 10 anos, a doença sexualmente transmissível (DST) respondia por 25% das ocorrências, atualmente esse número já chega a 80%


O sexo oral desprotegido e o número maior de parceiros têm mudado o perfil de pessoas com risco de desenvolver câncer de boca e garganta. Se antes dos anos 2000 a doença afetava principalmente homens mais velhos, fumantes e consumidores de álcool, desde 2001 mais do que dobrou sua incidência em pessoas com idades entre 30 e 44 anos e que não necessariamente fumam ou bebem. Um dos motivos é o aumento da exposição, pelo sexo oral, ao vírus HPV — o mesmo responsável pela maior parte dos casos de tumor de colo de útero.

Quem aponta a alteração no perfil de risco é a epidemiologista Maria Paula Curado, do A.C.Camargo Câncer Center, que produziu o estudo. Os dados serão apresentados a partir de hoje no Congresso Mundial da Academia Internacional de Câncer Oral, em São Paulo. Segundo ela, é maior o número de contaminados desde os anos 2000 se comparado aos da década de 1990. Entre os homens, passou de 4 para 10 casos a cada 100 mil. Entre as mulheres, de 2 para 5 a cada 100 mil.


De acordo com Curado, a falta de informação sobre a transmissão do HPV, somada à liberdade sexual, favoreceu esse aumento.

Estudo publicado pelo A.C.Camargo Cancer Center na revista científica International Journal of Cancer aponta que 32% dos tumores de boca em jovens têm associação com o papilomavírus (HPV). Além disso, estudo em andamento mostra que em amigdala, até 80% dos casos estão associados ao vírus. Há dez anos, essa associação existia em apenas 25% dos casos, representando um crescimento superior a 300%. Um dos participantes desses estudos, o cirurgião oncológico e diretor do Núcleo de Cabeça e Pescoço da instituição, Luiz Paulo Kowalski, alerta que historicamente os cânceres de boca e garganta afetavam homens mais velhos, tabagistas/e ou alcoólatras, mas este perfil foi invertido. "Hoje esses tumores também atingem os mais jovens (entre 30 e 45 anos), que não fumam e nem bebem em excesso. Entre eles, alguns praticam sexo oral desprotegido. Somado a isso, está o fato de que a incidência esteja aumentando porque a tecnologia que permite o diagnóstico melhorou com o desenvolvimento de mais exames de biologia molecular capazes de detectar o HPV, o que antes não acontecia", destaca Kowalski.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O que é o Transtorno da Aversão Sexual?




Pouco conhecido, transtorno é caracterizado por rejeição extrema

Após uma tentativa de suicídio, William, com pouco mais de 40 anos, recebeu indicação médica para fazer terapia. Ele nunca havia tido qualquer tipo de contato sexual.

Semanas após o início do tratamento, o paciente obteve um diagnóstico. Ele tinha o chamado "Transtorno de Aversão Sexual", caracterizado por rejeição extrema e persistente a todo tipo de contato genital com outra pessoa.

"A mera ideia de um ato sexual gera asco, repulsa e ansiedade na pessoa. Ela se sente ameaçada e passa a sentir um medo muito intenso, por isso faz o possível para evitar todo tipo de contato", disse à BBC o psiquiatra Martin Baggaley, diretor do Centro de Saúde Mental do hospital South London and Maudsley, em Londres, Reino Unido.

O transtorno é descrito no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, em tradução livre), conhecido como a "bíblia da psiquiatria", e na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial de Saúde (OMS). As duas publicações são referência no mundo da saúde para o diagnóstico de doenças.

"O critério para fechar diagnóstico é: não ter desejo incomoda? Sabemos que existem abstêmios, chamados assexuados. Não sofrem, não se preocupam. A libido provavelmente está depositada em outra área, na carreira, num projeto de vida, numa obra social. Então, se não incomoda, não vamos categorizar como uma doença", disse à BBC Brasil Carmita Abdo, psiquiatra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

"Mas se a pessoa tem aversão, muito provavelmente vai se incomodar, porque o sexo está em toda a parte", disse Abdo.


De onde vem?

Este parece ser o caso do paciente William. Durante as sessões de terapia, ele revelou que sua mãe era alcoólatra e promíscua. Ela flertava frequentemente com os amigos do filho e tinha sido infiel ao marido (o pai de William) várias vezes. Quando William tinha 12 anos, seu pai cometeu suicídio.

Em algumas ocasiões, contou o paciente, a mãe tinha tentado seduzi-lo.

O caso de William foi um entre 144 incluídos em um relatório feito pelo especialista americano Patrick Carnes, autor de vários livros sobre transtornos sexuais.

O trabalho identificou, entre pacientes diagnosticados com o Transtorno da Aversão Sexual, alguns pontos em comum. Por exemplo, eles tinham históricos de depressão, além de terem sofrido tipos específicos de abuso.

A aversão estaria relacionada a "experiências traumáticas na infância, famílias desestruturadas, agressões na vida adulta, exposição a sistemas educacionais e morais restritivos e com visão negativa da sexualidade, o que gera medo e repulsa na pessoa", disse à BBC Modesto Rey, ginecologista da Sociedad Española de Contracepción.

Além do Sexo

Efeitos do transtorno não se limitam ao plano sexual, dizem especialistas

Os efeitos desse transtorno não se limitam ao plano sexual, explicam os especialistas.

"É um problema para os que sofrem (do transtorno) porque podem querer estabelecer relações sentimentais duradouras com outras pessoas, mas não conseguem", disse John Dean, ex-presidente da International Society for Sexual Medicine (Sociedade Internacional de Medicina Sexual, ISSM na sigla em inglês).

Em alguns pacientes, ele pode dificultar até interações sociais mais básicas. Como no caso da paciente "G", que decidiu, aos 39 anos, procurar terapia no Center for Healthy Sex (Centro para o Sexo Saudável), em Los Angeles, Estados Unidos. Ela nunca havia tido relações sexuais.

A fobia sexual que desenvolveu fez com que se isolasse de tal maneira que ela passou a evitar eventos sociais e situações em que homens pudessem estar presentes. Não se preocupava com sua aparência física, não tomava banho e usava roupas velhas e gastas.



Estatísticas e Tratamento

Há poucos estudos científicos sobre esse transtorno, o que dificulta a identificação de um perfil do paciente que tem o problema, segundo especialistas. É provável que o número de pessoas afetadas seja maior do que se pensa, disse o psiquiatra Baggaley. "As pessoas sentem muita vergonha (de falar sobre) esse assunto", explicou ele.

A professora da USP Carmita Abdo disse que, uma vez feito o diagnóstico, o tratamento é feito à base de terapia sexual e, quando necessário, medicação.

"A linha de terapia sexual é breve, de base cognitivo-comportamental, geralmente", disse. "Quanto à medicação, depende da necessidade de cada paciente. Poderiam ser indicados ansiolíticos ou medicamentos que favoreçam o interesse sexual, ou ambos."

O ginecologista Modesto Rey, que também indica terapias de base comportamental, explicou o princípio por trás da terapia:

"Aborda-se o tema e as situações que provocam medo de forma progressiva e, inicialmente, periférica."

Também podem ser usadas terapias cognitivas, ele disse, "para que a pessoa reinterprete a realidade que gera a ansiedade".

Outros especialistas sugerem que a solução para o problema envolva tratamentos psicológicos de longo prazo, que levem o paciente a entender as causas do transtorno para depois definir objetivos futuros.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Fazer sexo todos os dias é possível atualmente?


  • Especialistas acreditam que internet influencia na vida sexual dos casais
    Especialistas acreditam que internet influencia na vida sexual dos casais
Quantas vezes você fez sexo nesta semana? Mesmo entre os casais mais empolgados, a resposta, dificilmente, ultrapassa três relações sexuais. Falta de tempo, cansaço e o ritmo profissional intenso consomem muita energia e minam o desejo. 
"O estresse do dia a dia acaba gerando desencontros. Antes, as pessoas trabalhavam mais perto das suas casas, tinham um convívio mais próximo e namoravam mais", diz a psicóloga e sexóloga Arlete Gavranic, coordenadora da pós-graduação em Terapia Sexual do Isexp (Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática).
Menos sexo e mais internetPelo que Arlete observa em seu consultório, fazer sexo todos os dias não é uma completa utopia nos relacionamentos da atualidade, porém algo bastante raro. "Alguns casais ainda mantêm esse hábito, mas é a minoria", afirma a sexóloga.
Na pesquisa mais recente sobre o comportamento sexual do brasileiro, a "Durex Global Sex Survey", com dados coletados em 2012 de 1004 participantes com idade entre 18 e 65 anos, somente 5% das mulheres e 12% dos homens disseram praticar sexo diariamente.
Nos maiores levantamentos já realizados no Brasil pelo Prosex (Programa de Estudos em Sexualidade), ligado à USP (Universidade de São Paulo), em 2003 e 2008, a frequência sexual média da população aparece como sendo de duas a três vezes por semana.
Não existem dados históricos comparativos a respeito da frequência sexual do brasileiro, portanto não há como saber com precisão se o ritmo entre os lençóis está mesmo diminuindo, mas muitos estudiosos de sexualidade acreditam que, no passado, os casais transavam com mais frequência.
Na Grã-Bretanha, a queda na quantidade de relações sexuais nas últimas três décadas ficou evidente nos números revelados pela Pesquisa Nacional de Atitudes Sexuais e Estilo de Vida, envolvendo cerca de 15 mil pessoas. Conforme o estudo, a população de 16 a 44 anos de idade passou da média de cinco atos sexuais por mês em 1990 para quatro em 2000 e somente três em 2010.
Segundo Cath Mercer, da University College London, em Londres (Inglaterra), responsável pela pesquisa, a redução é decorrente, em parte, da diminuição na porcentagem de pessoas que moram com um parceiro, contudo esse fato não explica tudo. "Também observamos um declínio na frequência sexual entre pessoas que vivem com um parceiro", constata.
A mudança no comportamento dos britânicos, segundo a pesquisadora, é similar à encontrada em estudos com outros países desenvolvidos, como Austrália e Estados Unidos. Apesar das causas não terem sido investigadas, Cath acredita que homens e mulheres estejam fazendo menos sexo em razão do estilo de vida contemporâneo. "Tem sido sugerido que o declínio é por causa do aumento das pressões sobre o tempo das pessoas, inclusive devido à presença crescente da internet", diz.
Arlete Gavranic concorda que o uso excessivo da tecnologia impacta negativamente na vida sexual dos casais. Além do tempo, a sexóloga observa que as redes sociais, por exemplo, podem roubar parte da libido. "As pessoas buscam parceiros interessantes, reencontrando outras e isso é um investimento de libido que está sendo direcionado para outra área e não para a relação", analisa.

Quantidade e qualidade

A ginecologista Fabiene Vale, coordenadora do Ambulatório de Sexologia do Hospital das Clínicas de Minas Gerais, prefere não entrar na discussão sobre a viabilidade de manter relações sexuais cotidianamente nos tempos atuais. "O importante na vida sexual de um casal é a qualidade da relação, não a frequência do ato sexual", enfatiza.
Nos relacionamentos prolongados, segundo a médica, a ausência de novidade acaba mesmo diminuindo o interesse e a motivação sexual, o que leva a uma menor frequência nas relações. "O casal deve fugir da monotonia sexual: no mesmo local, do mesmo jeito e na mesma hora", sugere Fabiene.
Se houver um clima de namoro, sedução e cumplicidade, a psicóloga Arlete Gavranic diz que o casal deve dedicar mais tempo à vida a dois e ao sexo. "Existem pessoas que vivem o momento sexual só como descarga de tensão"
Para os casais que ainda se gostam, mas estão transando pouco, Arlete acredita que o caminho é adquirir hábitos que aproximem, como tomar banho ou cozinhar junto ao chegar em casa, antes de pegar o tablet ou celular, estabelecer um dia para sair e namorar, fazer massagem um no outro etc. "Pequenas adequações na rotina fazem com que essa aproximação promova um desejo mais frequente", justifica.
Homens e mulheres ainda costumam apresentar diferenças com relação à expectativa de quantidade de relações e à maneira de lidar com o sexo no dia a dia. Apesar das queixas não serem mais exclusividade deles, são mais frequentes entre eles. "Os homens diante do estresse dia a dia necessitam do sexo para relaxamento; as mulheres precisam estar relaxadas para ficarem dispostas a uma relação sexual", fala Fabiene Vale.
Se servir como alento, apesar da frequência sexual estar em declínio na Grã-Bretanha e em outros países desenvolvidos, a vida sexual tem durado mais. "A maioria da população britânica relatou fazer sexo bem até a faixa dos 70 anos", diz  Cath Mercer.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Beijo: Ele não pode faltar no relacionamento

Beijar é tão bom ! Ou ?
 No começo de um relacionamento o beijo não pode falta. Se você pudesse ficar beijando a pessoa querida por dias sem nenhuma pausa, você o faria! A sensação de prazer que o beijo dá, a proximidade e o carinho são únicos!
Mas aí o relacionamento começa a ganhar tempo e os casais vão deixando de trocar esse tipo de carícia. Isso é normal, acontece até com casais que se amam muito e continuam com sentimentos fortíssimos um pelo outro.
O problema é que não dá para ter um bom sexo, por exemplo, sem um bom beijo. Não há maneira melhor de demonstrar seu carinho do que com um bom beijo cheio de sentimentos. E a gente não pode deixar que isso aconteça no nosso relacionamento.
Dia a dia
Muita gente não gosta de beijar em público e por isso vai deixando a prática de lado. Outras pessoas acham que beijar o companheiro na frente dos filhos é errado e assim deixa o relacionamento esfriar.
Beijo é sinônimo de carinho e carinho nunca é ruim. Quando seus filhos veem os pais se beijando eles ficam felizes e entendem como devem demonstrar o que sentem. E se o seu problema é não beijar em público, não tem problemas, mas quando vocês estiverem sozinhos não vale deixar passar o momento.
Se você é do grupo de pessoas que já não lembra mais quando foi a última vez que deu um bom beijo no seu amor e parece impossível voltar a ser como antes, siga alguns pequenos passos: dê um beijo na hora de ir para o trabalho, outro na hora que ele chegar em casa. A próxima atitude é beijá-lo quando der vontade, do nada mesmo. E aí as coisas vão voltando ao normal.
Hora H
Quando um casal deixa de se beijar ou só o faz na hora do sexo o beijo se torna um artifício para se conseguir chegar a um objetivo e não uma troca verdadeira.
Muita gente gosta de fazer sexo sem beijo, mas sempre tem aquele dia em que você quer algo mais carinhoso, mais 'amorzinho' e é aí que o problema aparece. O beijo só vem no antes, mas no durante e no depois ele esquece de aparecer. Hora de mudar essa realidade!
Pelo menos 'boa noite'
Se você acha difícil mudar os hábitos do dia a dia comece pelo beijo de "boa noite". Todo dia,
antes de dormir, beije a pessoa amada. Uma coisa que aprendi com minha mãe e levo para a vida é nunca dormir brigada com ninguém, afinal nunca se sabe o que pode acontecer no meio da noite e é aí que o beijo entra.
Beije a pessoa amada, diga como ela é importante para você e deseje uma boa noite. Dê um bom beijo e aí sim vá dormir. De vez em quando esse beijo pode até ser a porta de entrada para uma noite muito mais relaxada e bem dormir depois de um pouco de exercício! ;)
Fonte: Preliminares.com


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Esposa, você vem concedendo a devida benevolência ao seu marido?


O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência. Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento” (1 Coríntios 7:3-6).

Primeiramente, é importante mencionar que a pergunta feita neste artigo poderia destinar-se aos esposos cristãos, até porque alguns deles podem apresentar problemas neste sentido, porém, como creio que a dificuldade em praticar esta ordenança seja mais comum para nós mulheres, resolvi destinar a pergunta a nós mesmas. 

Muitos homens ao lerem “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente” (Provérbios 5:18-19), talvez pensem: "Ah, como eu gostaria que fosse assim!" 

De um modo geral, os versículos acima citados, não parecem trazer grandes desafios para os homens, afinal, eles têm uma disposição mais intensa para tais coisas, já para nós mulheres, normalmente mais emotivas do que eles, muitas vezes tais versículos são bastante desafiadores. O cansaço devido a agitação do dia, as dificuldades com os filhos pequenos, a tristeza ou o mau humor, o fato de não sentir-se bonita/atraente podem levar-nos a negar ao marido o que lhe é devido e preferirmos esquecer que, conforme diz a Escritura, o nosso corpo pertence ao cônjuge.

Mas, por qual razão Paulo deixa tal advertência em 1 Coríntios 7:5, “(...) para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência”? Porque ele sabia que “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis” (Gálatas 5:17); por saber que o adultério e a impureza são frutos da carne (Gálatas 5:19), com os quais o cristão ainda luta - “(...) porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8). 



Mulher, se você não concede sexo ao seu esposo, você está deixando-o desprotegido e as lutas travadas no coração dele são mais árduas sem a sua ajuda. Ao observar com mais atenção os versículos acima citados, chegamos a conclusão de que Paulo afirma, em outras palavras, “pratiquem bastante sexo”. A escritora Martha Peace tem um capítulo destinado apenas a este assunto em seu livro Esposa Excelente (Ed. Fiel), e ela afirma: “(...) Contudo, uma vez que os desejos do homem tendem a ser mais fortes, pode ser difícil para os homens pensarem em outra coisa que não seja sexo, quando experimentam anseio físico. Sendo assim, Deus instruiu a esposa a suprir as necessidades físicas de seu marido. A esposa também experimenta anseio físico. Por isso, Deus instruiu o marido a satisfazer as necessidades físicas de sua esposa. De outo modo, o marido e a esposa podem ser tentados a nutrir pensamentos e ações imorais. De fato, o marido deve ser tão satisfeito, que, embora outra mulher o seduza, ele não será tentado. (…)” (p.137). Ela ainda comenta: “Se uma esposa pensa: 'Como posso dar prazer ao meu marido?', ela está demonstrando amor. Ao dar prazer ao marido, a esposa possivelmente começará a experimentar mais prazer do que imaginava. (...)” (p.141).

O problema (o pecado de negar a prática do sexo) pode persistir e gerar dificuldades ainda maiores, pois mais e mais pecados serão cometidos tanto por parte da esposa como do marido, a desunião entre o casal se intensificará, o marido poderá vir a acessar sites indevidos, a esposa já não admirará tanto o marido e perderá a confiança nele e, em alguns, casos pode ocorrer o adultério, normalmente por parte do esposo. 

Lembro de uma história relatada por Dave Harvey em seu livro “Quando pecadores dizem sim”, em que um casal cristão, ambos orgulhosos, travavam uma disputa entre si e tal desunião resultou em um adultério por parte do homem. Graças a Deus, este casal reconciliou-se, perdoando-se mutuamente e renovando seu compromisso para com Cristo. Mas o que chamou grandemente minha atenção nesta história foi o fato da esposa deste homem admitir sua parcela de responsabilidade neste adultério. Quando o esposo cai em tentações na área sexual tendo uma mulher que não lhe cuida devidamente, sem, aqui, querer diminuir a responsabilidade/pecado do homem, a esposa tem uma parcela de culpa nesta situação. 

É verdade, também, que há momentos difíceis na vida do homem e da mulher, em que não há clima algum para a prática do sexo, devido a traumas emocionais intensos (como a morte de alguém querido, por exemplo), uma depressão grave, uma doença física, entre outros. Estes momentos devem ser discernidos pelo marido ou esposa, que tem o dever de serem compreensíveis com seu cônjuge, demonstrando apoio e carinho. Porém, que voltem assim que possível a praticar o que lhes é de direito/dever.

Por fim, talvez você esteja passando por isso no seu casamento e fica, então, a pergunta: por qual razão isto vem acontecendo? Para ajudar neste quesito, busque praticar atividade física, como caminhadas frequentes, por exemplo. Se a dificuldade persistir, talvez seja necessário que o esposo e a esposa procurem a ajuda de um médico de confiança. Sabemos que este é um assunto sério e não podemos nos esquecer que quando o descumprimos estamos não apenas pecando contra o cônjuge, mas contra Deus, primeiramente. Por isso é necessário confessar este pecado e pedir perdão ao Senhor, bem como ajuda para cumprir esta ordenança. Orar diariamente a Deus, ler/meditar nas Escrituras são atitudes fundamentais. Pedir perdão ao esposo, bem como perdoá-lo por suas falhas, pedir a ajuda dele, incentivá-lo a afirmar diariamente que a ama, que a acha bela e atraente e trazer algum presente de vez em quando, igualmente são atitudes muito importantes.

Que Deus nos ajude e fale ao nosso coração acerca desta doutrina desafiadora para nós mulheres!

***
Por Angela E. P. Machado
Sobre a autora: Angela E. P. Machado é esposa de Filipe Machado - Presbítero da Igreja Cristã Reformada de Blumenau e autor do blog 2Timóteo 3.16.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Médica dá palestra sobre consequências e sequelas do sexo anal:


O sexo anal pode ser prazeroso para muitos casais, mas ele pode deixar sequelas e consequências A LONGO PRAZO, e principalmente doenças. Palestra com explicação totalmente profissional e acadêmica! Diferença entre sexo vaginal e sexo anal



Como o sexo anal pode ser destrutivo e prejudicial ao organismo de quem o pratica?

Além das Doenças Sexualmente Trasmissíveis (DST's), onde a pior é a AIDS ou HIV, ela explica as DIFERENÇAS ANATÔMICAS entre a região da vagina e a região do ânus. 

Este último, faz parte de um órgão digestivo, enquanto o primeiro, de um órgão mais propício ao sexo. 

Para mais informações, assista o vídeo.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Abrindo Mão dos Padrões de Deus para a Sexualidade


Como cristãos, nós somos adeptos ao costume de olhar ao nosso redor e ver como os
bons padrões de Deus são violados quando o assunto é sexualidade. Não muito tempo atrás, contudo, me pediram para refletir acerca das maneiras pelas quais os cristãos abrem mão dos padrões de Deus para a sexualidade – alguns daqueles pecados escondidos ou “santificados” aos quais cedemos em nossas vidas, nossos casamentos, nossas igrejas. Eu cheguei a cinco maneiras em que os cristãos podem abrir mão dos padrões de Deus para a sexualidade.


Nós abrimos mão dos padrões de Deus para a sexualidade quando deixamos o evangelho de fora do leito conjugal

Os cristãos geralmente encontram dificuldade para estender o alcance do evangelho partindo do assunto “salvação” até chegar ao assunto “sexo”. Entretanto, o evangelho não se limita a um acontecimento na sua vida, ele está relacionado a como vivemos hoje e todos os dias. Ele se estende por cada parte da vida.

O evangelho diz: o que quer que meu casamento e o nosso relacionamento sexual sejam, eles devem ser parte da figura de Cristo e Sua igreja. Quando eu considero sexo sob essa perspectiva, eu primeiro pergunto: isso se assemelha a uma ilustração acurada de Cristo e da igreja? O que reflete a Cristo dando Sua vida por Sua noiva? O que reflete a igreja  submetendo-se a Cristo alegremente? Isso nos reorienta completamente, levando-nos para longe do próprio eu, do amor próprio e do serviço a si mesmo, e nos orienta em direção ao cônjuge. Essa caracterização do casamento não acaba quando fechamos a porta do quarto.

Quando abrimos mão desse padrão, nós nos tornamos cativos à lei, ao invés de livres pelo evangelho; nós nos focamos em nós mesmos ao invés de nos focarmos no outro. A Lei é sempre voltada para o ego, o evangelho é sempre voltado para o outro e, em última instância, para Deus. Se nos permitimos cair na velha tentação da lei, nós vamos, inevitavelmente, prejudicar nosso relacionamento quem mais amamos.


Nós abrimos mão dos padrões quando desobedecemos o claro mandamento bíblico de que no casamento devemos fazer sexo, e ele deve ser feito frequente, desejosa e alegremente

Há diferença entre entender a Bíblia e obedecer a Bíblia. Há diferença entre acreditar no evangelho e viver as implicações do evangelho. É por isso que muitas cartas paulinas têm duas partes; na primeira, ele fala sobre teologia, e na segunda, sobre aplicação. Há uma razão para isso: ele sabe que a teologia tem que ser trabalhada na vida e ele sabe que não podemos fazer isso sem uma sólida base bíblica.
Há muitos casais que acreditam completamente no que a bíblia ensina sobre casamento, e eles podem até acreditar no que a bíblia diz sobre sexo no casamento, porém, eles não fazem mais sexo juntos. Um deles recusou por tanto tempo que o outro nem ao menos pede mais ou tenta. Um desistiu, se acomodou, e o outro perdeu o interesse. Juntos, eles se tornaram desobedientes e sua desistência entristece o Senhor. Eles afirmam acreditar no que é verdade, mas se recusam a praticá-la.

Deus fez estipulações para o relacionamento sexual. Você pode parar de fazer sexo, mas apenas por um tempo limitado e só se esse tempo limitado for para orar. É isso! E, mesmo assim, todo casamento passa por longos períodos sem sexo, e muitos casamentos abandonam o sexo completamente. Tem algo em 1 Coríntios 7.4 que sempre me chamou atenção. Paulo fala sobre “direitos conjugais”. A Bíblia fala muito, muito pouco sobre nossos direitos. Na maioria dos casos, falar sobre direitos é se opor ao evangelho. Mas no relacionamento conjugal nos é dito que o esposo e a esposa tem direitos um sobre o outro, o direito sobre o corpo do outro. Sexo não é uma sugestão, não é apenas uma boa ideia ou um bom presente para dar ao cônjuge. Sexo é um direito, pois, na economia de Deus para o casamento, é uma necessidade.

O que acontece quando abrimos mão dos padrões de Deus aqui? Indo direto à 1 Coríntios 7, vemos que nós permitimos a possibilidade de pecado sexual em nosso cônjuge. Um marido que se nega à sua esposa não está protegendo-a do pecado sexual. Uma esposa que se nega ao seu marido não está protegendo-o do pecado sexual. A abstinência de sexo é egoísta, sem amor e inconsequente. Sim, será culpa do cônjuge se ele ou ela cair em pecado sexual porque pararam de fazer sexo; mas o outro também vai carregar parte da responsabilidade. Você já parou para pensar que o grande plano de Satanás para você é você tenha o máximo possível de sexo fora do casamento e o mínimo dentro dele? O plano de Deus, claro, é o oposto desse – não ter sexo fora do casamento e um monte dele dentro do casamento.
Há outra consequência: estamos descaradamente desobedecendo um mandamento claro do Senhor e um mandamento que provém da verdade do evangelho. O relacionamento sexual não é uma pequena bolha isolada da obediência cristã, mas é algo que provém diretamente do evangelho. Muitos de nós isolam a sexualidade de todo o resto da vida.
E finalmente, quando você abre mão dessa parte, você está negando ao seu casamento grandes meios de graça. É útil olhar para o sexo como um sacramento no casamento, algo profundamente simbólico que vai muito além da soma das partes. É muito mais profundo do que o físico, muito mais do que apenas o ato. Nós acreditamos que, nesse ato, Deus estende graça ao nosso casamento. Nós obedecemos Ele e estamos certos de Sua benção. O casamento que esquece o sexo é como a igreja que esquece a Ceia do Senhor – ela está se enfraquecendo e negando a si mesma um dos misteriosos e inesperados meios pelos quais o Senhor abençoa-a.


Nós abrimos mão dos padrões quando não treinamos nossos filhos para entender o bom plano de Deus para o sexo e quando não os treinamos para evitar a tentação sexual

Quando o assunto é sexo, nós somos muito bons em falar para os nossos filhos o que é ruim e perigoso e o que eles devem evitar. Isso é fácil porque muitos de nós somos muito cuidadosos com o que nossos filhos veem e experimentam quando são muito novos. Nós censuramos nossas conversas e até mesmo nossa leitura bíblica para protege-los do que é muito pesado para seus jovens corações. Isso é saudável e bom. Eu amo a história que Corrie Ten Boom conta sobre isso. Quando era uma menina pequenina, ela ouviu sobre sexo e perguntou ao pai o que era sexo. Ele simplesmente sua grande e pesada maleta de ferramentas e colocou-a no chão, depois pediu para ela levantá-la. Ela tentou, puxou e empurrou e, por fim, disse: “É muito pesada pra mim”. Então, seu pai disse: “Exatamente. Algumas coisas são muito pesadas para pequenas crianças carregarem”. Isso é paternidade sábia! Mas isso não seria sábio se a criança tivesse 16 ou 18 anos e estivesse perto de se mudar.
Nós precisamos preparar nossos filhos para viverem nesse mundo e verem que o sexo é um bom presente de Deus. Muitos homens jovens vão para o mundo sem ter certeza do que o sexo é e de que ele está ancorado no bom plano de Deus; muitas mulheres jovens entram no casamento convencidas de que sexo não é uma coisa para boa garotas cristãs desfrutarem. E muitas acreditam nessas coisas porque seus pais simplesmente não fizeram um bom trabalho ensinando sobre o que a Bíblia fala sobre sexo.

Eu admito que estamos ficando melhores nisso, mas ainda temos muito a melhorar no que diz respeito à ensinar nossos filhos a honrar o sexo. Se tudo que nossos filhos sabem ao saírem de nossa guarda é que sexo é ruim, nós abrimos mão do padrão de Deus não ensinando-os que sexo é um bom presente de Deus feito para ser desfrutado dentro do contexto apropriado. Da mesma forma que queremos criar uma barreira para o sexo, nós precisamos também celebrar sua bondade inerente. Quando nos abstemos nesse ponto, comprometemos a geração seguinte. Nós fazemos de nossa desobediência o problema, o vício, a gravidez indesejada, deles.


Nós abrimos mão dos padrões de Deus quando somos levados pela tendência cultural

Em Efésios 5 Paulo diz: “Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos; nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças”. Quando lemos essas palavras, não podemos deixar de pensar sobre TV, filmes e livros e o quão dedicados eles são a essas coisas.
Apenas pense sobre comédia e o que nossas séries de comédia e comédias românticas nos fazem rir. Quando rimos do que Deus chama de perverso, quando nós gostamos de assistir o que Deus diz que é privado, quando falamos de forma muito estúpida ou até de maneira muito franca sobre coisas que são desprezíveis, nós abandonamos o padrão de Deus. Não deve haver conversas torpes em nosso meio e nenhuma palavra vã. Não devemos nos alegrar com o que Deus diz que é mau.
Paulo nos diz que existem coisas que são muito vergonhosas até mesmo para serem mencionadas. Há coisas que não devem ser nem citadas em uma conversa entre cristãos; elas são, simplesmente, muito más e até pensar sobre elas é errado. Mas algumas vezes nós, como cristãos, gostamos de conversar sobre coisas muito más. Nós nunca as faríamos, mas lemos sobre elas, fazendo-as de forma indireta.

Quando assistimos filmes ou ouvimos músicas vulgares, nós podemos obter prazer em ouvir sobre flertes sexuais de outras pessoas ou em ver a riqueza idólatra de outras pessoas. Nós estamos, essencialmente, gostando da idolatria deles, encontrando prazer nos atos deles de ódio a Deus! Nós nunca faríamos as coisas que eles fazem, mas nós temos prazer em imaginar outros fazendo essas coisas ou em ler outros fazendo isso. Mesmo quando nos é dito aqui que as coisas nas quais estamos tendo prazer são as mesmas coisas que trazem a ira de Deus sobre as pessoas que as fazem.

Nós abrimos mão dos padrões de Deus quando nos deixamos ser levados pela tendência cultural, sendo entretidos com coisas que o Senhor odeia. Quando rimos do pecado ou somos entretidos por ele, estamos nos colocando no caminho de racionalizar e depois abraçar cada um desses pecados. Esse abrir mão tende a começar mais rastejando e crescendo aos poucos do que explodindo de uma vez só, e ao olhar para o que nos entretém, podemos às vezes ter um vislumbre dos desafios que estão por vir. Se estamos rindo de adultério hoje, nós podemos estar praticando amanhã.


Nós abrimos mão dos padrões de Deus quando cometemos pecado sexual

O último ponto é simplesmente ir em frente, cometer o pecado sexual e posteriormente lidar com as consequências. O pecado sexual deveria ser tão óbvio e terrível quanto cometer adultério contra seu cônjuge, mas para muitas pessoas ele é muito mais sutil.
Pornografia é uma praga para a igreja, que afeta primariamente homens e garotos (embora esteja crescendo entre as mulheres, que também estão ficando suscetíveis a isso), mas a pornografia está longe de ser o único pecado sexual com o qual os cristãos lidam. Muitas mulheres estão propensas a exigir de seus maridos padrões irrealistas de comédias românticas. Existem mulheres que demandam o impossível de seus maridos, que confrontam a própria masculinidade de seu marido. Até mulheres cristãs estão lendo 50 tons de cinza.

O pecado sexual passa pelo grande espectro do sutil e egoísta até o aberto e espetacular. Mas todo pecado sexual é de alguma forma fugir dos padrões de Deus. E as grandes concessões tem início nas pequenas. O caminho para um casamento sem sexo é simplesmente uma recusa por vez, uma palavra de apatia ou crítica. Poucos casamentos passam de uma ótima vida sexual para uma vida sexual inexistente de um dia para o outro. O adultério não começa com um homem seduzindo a mulher de outro, mas por não controlar seus olhos e não deter sua mente.


Conclusão

Não são só os incrédulos que não cumprem os padrões de Deus para a sexualidade. Nós, como cristãos, permitimos que esse descaso invada nossas vidas, nossos casamentos e nossas igrejas. Nós também somos desobedientes. Nós também precisamos da graça de Deus para resistir às tentações intermináveis de trocar os bons padrões para vivermos de acordo com os nossos próprios.


Tradução:  Fernanda Vilela no iPródigo
Fonte: Tim Challies em seu blog


terça-feira, 29 de julho de 2014

A virgindade já era?


A sociedade despreza os princípios de pureza bíblicos. Como um jovem pode se manter puro?

Esta vida não é tudo o que há. Ela é apenas um ensaio geral, antes da verdadeira produção. Passaremos muito mais tempo na eternidade, do que aqui.

A terra é um lugar de preparação, uma pré-escola, um vestibular para a vida na eternidade. É o treinamento coletivo que ocorre antes do jogo; a volta de aquecimento antes do início da corrida. Esta vida é uma preparação para a próxima.

Vive-se, atualmente, no máximo de cem a cento e vinte anos sobre a terra. Porém, viveremos para sempre na eternidade.

O tempo aqui é "apenas um parêntese da eternidade".

Fomos feitos para a eternidade, a ponto de a Bíblia dizer que Deus plantou a eternidade no coração do homem - Eclesiastes 3.11: "Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim".

Uma das etapas da vida que passamos aqui na terra é a adolescência, um período em que ocorrem mudanças complexas, físicas e mentais no ser humano. É uma transição da infância para a juventude. Tais alterações podem produzir comportamentos que se chocam com a vida em sociedade. Muitos adolescentes agem como se achassem que a eternidade é aqui e praticam atos morais reprováveis; outros por desconhecerem suas mudanças, não as compreendem e acabam se rebelando contra pais, mestres, autoridades...

Há, também, aqueles que sofrem profundas modificações, mas as ignoram e rejeitam, pois não concordam e não entendem. Esse quadro nos conduz a uma pergunta:

- O que provoca tantas mudanças nos adolescentes?

Podemos dizer que a ação hormonal está entre as principais causadoras dessas modificações. Nesse turbilhão de acontecimentos, os hormônios sexuais estão entre os mais secretados nesta fase da vida humana. Eles podem comandar as mudanças físicas, comportamentais, emocionais e sociais do jovem adolescente.

Na puberdade, o interesse sexual coincide com a vontade de namorar e, segundo pesquisas, esse despertar sexual tem surgido cada vez mais cedo entre os adolescentes.

O adolescente, impulsionado pela força de seus instintos, juntamente com a necessidade de provar a si mesmo sua virilidade, e na sua independente determinação de conquistar uma pessoa do sexo oposto, contraria com facilidade as normas tradicionais da sociedade, bem como os aconselhamentos familiares, e começa, avidamente, o exercício de sua sexualidade.

Há uma corrente moderna, porém bizarra de pensamento que pretende associar progresso, modernidade, permissividade e liberalidade (para não dizer libertinagem) a uma mistura do que seria melhor para o ser humano. E quem, porventura, ousar se contrapor a esse esquema correrá o risco de ser rotulado de retrógrado.

Até as pessoas de bom senso silenciam diante da ameaça de serem tidas por preconceituosas. É de interesse da cultura pós-moderna desenvolver uma cegueira cultural contra um preconceito ainda maior, do qual nem se apercebe: o que visa desacreditar as pessoas cautelosas e sensatas, os chamados "conservadores", e designá-los a uma espécie designada de "atravancadores do progresso".

As atitudes das pessoas são estimuladas e condicionadas tanto pela família quanto pela sociedade.

A sociedade tem passado por profundas mudanças, inclusive empurrado "goela abaixo" a sexualidade na adolescência, e a gravidez. Portanto, à medida em que os tabus, inibições, tradições e comportamentos conservadores vão diminuindo, a atividade sexual e a gravidez na infância e juventude vão aumentando.

Chegamos no ponto em que uma jovem se inibe diante do fato de ser virgem. Envergonha-se em falar às amigas, para não ser isolada do grupo, ou humilhada por ele.

- Por que se tem que praticar o sexo quando ainda não é hora, quando nem o organismo está pronto para ele?

Virgindade é um conceito bíblico de pureza. O que é melhor: entender a vontade de Deus, que quer nosso bem e felicidade, ou satisfazer caprichos humanos incoerentes e desconectados?

Aquele que acredita que a Bíblia é a vontade de Deus para o ser humano, precisa ser o diferencial, nesta sociedade. Mesmo que os hormônios gritem e exijam, o coração e a mente do jovem que se ancorou nas Escrituras pode receber forças para remar contra a maré.

Virgindade é mais abrangente do que se imagina

- O que pensar quando nos deparamos com um adolescente virgem?

Quando as motivações são sinceras, responsáveis, e para a glória de Deus, devemos nos alegrar e exaltar o nome do Senhor, pois ainda há jovens que entendem, pela graça e misericórdia, o significado de se manter puros, enquanto aguardam a ação de Deus na escolha do cônjuge.

Se todos desenvolvessem dois princípios divinos: Santificação de vida e Fidelidade conjugal, não haveria AIDS nem outras DSTs (Doenças Sexuais Transmissíveis), gravidez indesejada e nem abortos criminosos.

O que diz a Palavra de Deus no que se refere ao comportamento de seus servos, de qualquer idade? - Seja um exemplo de vida no processo de santificação em um mundo decaído.

O sábio Salomão escreveu lições oportunas para a juventude. No capítulo 4 do livro de Provérbios, podemos salientar preciosos conselhos. Vejamos alguns, que considero mais importantes e esclarecedores. Fiz um resumo de cada um, para facilitar a compreensão. Vamos dar uma olhada:

Versículos

10 - aceitar as palavras de sabedoria contidas em Provérbios conduz a muitos anos de vida.

11 - o caminho da sabedoria está apresentado, bem como a vereda da retidão está ao alcance de nossos pés.

13 - a instrução serve para a vida de quem a guarda.

18 - o caminho de quem faz justiça é como a luz da aurora.

22 - as razões das palavras sábias significam vida para quem achá-las e saúde para o corpo.

23 - o coração é a fonte da vida; deve ser guardado dos males.

24 a 27 - sábios conselhos para quem quer se livrar do mal: desviar a boca da falsidade e da perversidade dos lábios.

Nossos filhos precisam aprender o que Deus diz em sua Palavra, para aplicarem em seu estilo de vida. A maneira de viver indica se o Senhor é o condutor de nossos caminhos. Manter-se puro é um dos princípios que encontramos.

1 Tessalonicenses 4.3 diz: "Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição." Essa palavra, no original, é mais abrangente do que em português. Refere-se a todo tipo de utilização da sexualidade fora do casamento.

Hebreus 13.4 diz: "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e os adúlteros".  - Fora do leito conjugal, o que ocorrer de sexo é considerado impuro.

Que a pureza seja um marco dos filhos de Deus. Ele, como Pai, deseja o melhor para nós.

Como pais, também desejamos o melhor para nossos filhos. O que nós, pais, pensamos, o que dizemos, e como o dizemos, influencia grandemente a vida de nossos filhos. Seus valores serão, em muito, estabelecidos com base nisso.

Quando os pais são um bom exemplo para a família, nos princípios vividos e transmitidos, isso fornece aos filhos uma armadura contra as influências negativas da sociedade em redor deles.



Fonte: Jesimar de Souza Brito em Jesus Comigo


sábado, 26 de julho de 2014

Os Segredos Masculinos Na Hora Do Sexo.


A maioria das mulheres modernas gostaria de saber o que se passa na cabeça dos nossos respectivos maridos, noivos, namorados, rolos ou afins. Ainda mais porque sabe-se que existem muitas diferenças que rondam o universo dos seres masculinos e femininos.
O que dizer, então, das esposas na hora do sexo? Nesse momento de intimidade total, muitas dúvidas pairam sobre a cabeça das mulheres. Questionamentos como o que ele está pensando ou como ele vê o sexo etc. atormentam algumas mulheres

De acordo com o doutor Silmar Coelho a maioria dos homens pensa em fazer sexo apenas, em chegar ao orgasmo e a satisfazer a si mesmos. Contudo, isso não é uma regra geral. Em muitos casos, o que depende é o grau de envolvimento entre o casal.
''Ainda existe o homem que pensa que realização sexual acontece na realização da parceira, uma vez que sexo é muito mais do que satisfação pessoal'', afirma o psicólogo.
Outro fato importante de se ressaltar é que, durante o sexo, os homens são mais focados e objetivos do que as mulheres. Para o doutor Silmar Coelho, a mulher preza o romantismo e se contenta com atitudes de amor e carinho.
''Muitas vezes, a mulher se satisfaz com a companhia sem que o casal tenha que fazer sexo no fim do dia. Já o homem não, beijou - sexo, passeou no shopping - sexo, voltou do cinema - sexo. Tudo leva o homem a pensar em sexo. A mulher tem uma doença que não tem cura, que é o romantismo'', aponta.

Uma grande preocupação presente no universo masculino é em segurar a ejaculação para dar mais tempo de prazer à parceira. O psicólogo explica que para muitos homens a verdadeira satisfação está em realizar sexualmente a sua mulher. ''Quando ele chega ao orgasmo e ela não, o homem tem a sensação de fracasso, que ele não foi o amante perfeito que imagina ser'', explica.
Sobre a ''teoria'' do porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor, que já virou até título de livro, doutor Silmar Coelho revela que a mulher, por ser mais romântica, espera ser surpreendida sempre.
''Os homens são estimulados primordialmente pela vista. Viu, ele quer. A mulher é estimulada, antes de tudo, pelo ouvido. Ela precisa ser elogiada, ouvir que é amada, que ele a faz feliz. Quando ela escuta palavras amorosas e elogios, ela começa a preparar-se para o sexo. E para esse momento de intimidade, a mulher precisa estar bem emocionalmente, ser bem tratada e respeitada'', ressalta.
Segundo o psicólogo, o ser humano é o único animal que faz sexo olhando nos olhos. Isso indica que ''sexo é se conhecer, é se dar, é ternura, é entrega, é desnudar-se não somente no corpo, mas confidenciar tudo, deixar-se descobrir, abrir todas as portas, convidando a pessoa amada para morar, viver e aventurar-se dentro do outro'', finaliza.

Silmar Coelho é pastor; doutor em teologia e liderança pela Universidade Oral Roberts, EUA; empresário; terapeuta; conferencista internacional; e escritor de 20 livros, entre eles: "Jamais desista", Editora Vida e "Transformando lágrimas em vinho",  Editora MK.

Via: www.guiame.com.br